“Notável criatura são os olhos ! Admiráveis instrumentos da natureza, prodigioso artifício da providência ! Eles são a primeira origem da culpa; Eles a primeira fonte da Graça.” Padre António Vieira
quinta-feira, 4 de abril de 2013
O AMOR É PACIENTE E BONDOSO
O
amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta.
Não se irrita, nem fica magoado. O amor não se alegra quando alguém faz alguma
coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. “O amor nunca
desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência” - (I CO 13.4.7).
Existem
duas coisas muito difíceis de serem adquiridas: A verdade e o amor verdadeiro.
Ambos são trabalhosos de serem conquistados. Ainda assim, nunca desista de
perseguir os seus sonhos! Busque sempre a verdade. Busque sempre o amor. O
tempo todo! Persista em alcançar o seu alvo, e estará no caminho certo. A busca
incansável do amor na verdade e da verdade no amor é a nossa tarefa singular.
Encontre-os, e seja prá sempre muitíssimo feliz!...
“Tu
me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na
tua destra, delicias perpetuamente” Salmos, 16:1.
Livros
O amor é paciente e bondoso.
Conheço-te mas nunca te vi
Conheço-te mas nunca te vi, sei como sentes porque fazes
parte de mim. O saber que existes ilumina-me diariamente pois tu és a essência
do meu existir, do meu ser. Conheço-te mas nunca te vi, sei que andas também
incompleto pelo mundo porque te falta uma parte de ti. Eu não desisto de te
encontrar. Não sei quando irá acontecer, mas saberei reconhecer-te. Saberei
ler-te o olhar, saberei ler-te a alma… Perante o cosmos, o nosso reencontro
unirá os nossos espíritos e revigorará as leis universais do amor, seremos
eternos e juntos viveremos e partiremos na Luz. Conheço-te mas nunca te vi,
espero por ti, és a outra parte de mim…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A UM AUSENTE
(Geen Valley - Peak District - England)
Tenho
razão de sentir saudade,
tenho
razão de te acusar.
Houve
um pacto implícito que rompeste
e
sem te despedires foste embora.
Detonaste
o pacto.
Detonaste
a vida geral, a comum aquiescência
de
viver e explorar os rumos de obscuridade
sem
prazo sem consulta sem provocação
até
o limite das folhas caídas na hora de cair
Antecipaste
a hora.
Teu
ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que
poderias ter feito de mais grave
do
que o ato sem continuação, o ato em si,
o
ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque
depois dele não há nada?
Tenho
razão para sentir saudade de ti,
de
nossa convivência em falas camaradas,
simples
apertar de mãos, nem isso, voz
modulando
sílabas conhecidas e banais
que
eram sempre certeza e segurança.
Sim,
tenho saudades.
Sim,
acuso-te porque fizeste
o
não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem
nos deixaste sequer o direito de indagar
porque
o fizeste, porque te foste
(Carlos
Drummond de Andrade)
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