“Notável criatura são os olhos ! Admiráveis instrumentos da natureza, prodigioso artifício da providência ! Eles são a primeira origem da culpa; Eles a primeira fonte da Graça.” Padre António Vieira
domingo, 17 de novembro de 2013
Mulheres Celtas Guerreiras
“Ela era uma mulher de fibra, guerreira
mas tinha mania de sentir o som
ouvir os tons
desnudar o corpo
e cantar em silêncio”
(Renata Fagundes)
O Corvo - The Raven
Numa meia-noite agreste, quando eu lia,
lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências
ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a
meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo
a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio
dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras
desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite
aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje
entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes
celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada
reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores
nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia
repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em
meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus
umbrais.
É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo
ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto
me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes
batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus
umbrais,
Que mal ouvi...»
E abri largos, franquendo-os, meus
umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido
receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os
ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda
e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio
de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse
aos meus ais.
Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma
em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo
mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é
na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são
estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando
estes sinais.
«É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com
muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons
tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou
nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre
meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre
meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir
minha amargura
Com o solene decoro de seus ares
rituais.
«Tens o aspecto tosquiado»,
disse eu,
«mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas
infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas
infernais.»
Disse-me o corvo,
«Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar
tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras
tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá
havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus
umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por
sobre seus umbrais,
Com o nome
«Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais
dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe
ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em
meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos
— mortais Todos — todos lá se foram.
Amanhã também te vais».
Disse o corvo,
«Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem
cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes
usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a
desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se
quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto
cheio de ais
Era este
«Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a
minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e
meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita
maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus
tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus
tempos ancestrais,
Com aquele
«Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba
dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos
fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça
reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras
desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as
sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio
dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos
soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus,
por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te.
Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz
esses teus ais!»
Disse o corvo,
«Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta — ou
demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e
mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden
de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes
celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes
celestiais!»
Disse o corvo,
«Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou
diabo!, eu disse.
«Parte! Torna à noite e à tempestade!
Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que
disseste!
Minha solidão me reste!
Tira-te de meus umbrais!»
Disse o corvo,
«Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda,
está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre
os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um
demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no
chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão
há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!
The
Raven ("O Corvo") é um poema do escritor e poeta norte-americano
Edgar Allan Poe. Ele foi publicado pela primeira vez em 29 de Janeiro de 1845.
Este
poema teve várias traduções, sendo as duas primeiras para o francês, feitas
por, respectivamente, Charles Baudelaire e Mallarmé. O poema também teve
traduções para o português, sendo as mais conhecidas a de Machado de Assis e
Fernando Pessoa.
Morríghan
Morrighan, também conhecida como Morrigu, é a deusa celta da morte e da destruição. Sempre representada com sua armadura e armas. Está sempre presente nas guerras e é invocada com os chifres de guerra ou o gralhar dos corvos. Sua função na guerra é difundir a força e a ira entre os soldados. Seu nome significa "Grande Rainha" ou "Rainha do Espectro". Esta deusa também representa a renovação, a morte que dá lugar a uma nova vida, o amor, e o desejo sexual. A vida e a morte estão muito ligadas no universo celta. Morrighan é virgem, mãe e viúva. Pertence ao grupo dos Tuatha De Danann, os seres mágicos que viveram na Irlanda antes dos irlandeses atuais. Nas guerras, ela se transforma em corvo. É uma deusa completa que forma uma tríade sombria com Badbh e Macha, as três a mesma deusa, com características diferentes em cada manifestação. Também está relacionada à deusa Dana, "a Grande Mãe". O crânio dos mortos em batalha eram conhecidos como "bolas de Morrighan". Foi amante de reis e seduziu grandes soldados. Motivava os soldados celtas nos campos de batalha, que ao ouvirem-na sobrevoando, sabiam que o momento de transcender havia chegado e davam suas últimas forças, portanto Morrighan conferia força aos guerreiros. Dotada do poder da transformação, Morrighan também era deusa dos rios, lagos e de toda as águas doces.
Antes
das batalhas era possível ver uma senhora à beira do rio – a senhora seria uma
das fases -, catarolando e lavando roupas manchadas de sangue. O guerreiro que
a visse sabia que sua hora havia chegado durante a batalha – está muito
parecido com a história das Banshee.
Era
reverenciada por guerreiros, que procuravam cultuá-la e oferendá-la, antes das
batalhas – medinho de guerreiro inseguro que não confia no próprio taco.
Antiga Bênção Celta
Que o caminho venha ao
teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas
e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres
e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos,
porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro
não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti
e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura,
e que o caminho sempre se abra à tua porta.
Que vivas cem anos,
Que o Senhor te guarde em sua mão,
e não aperte muito seus dedos.
Com um ano extra para arrepender-te.
Que teus vizinhos te respeitem,
os problemas te abandonem,
os anjos te protejam,
e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia
e cada noite tenhas muros contra o vento,
um teto para la chuva, bebidas junto ao fogo,
risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos de teus filhos,
que o infortúnio te seja breve
e te deixe rico de bênçãos.
Que não conheças nada além da felicidade,
deste diaem diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida;
com certeza Ele sabe que a terra
não tem anjos suficientes…
...e assim seja a cada ano, para sempre!
Que o vento sempre sopre às tuas costas
e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres
e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos,
porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro
não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti
e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura,
e que o caminho sempre se abra à tua porta.
Que vivas cem anos,
Que o Senhor te guarde em sua mão,
e não aperte muito seus dedos.
Com um ano extra para arrepender-te.
Que teus vizinhos te respeitem,
os problemas te abandonem,
os anjos te protejam,
e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia
e cada noite tenhas muros contra o vento,
um teto para la chuva, bebidas junto ao fogo,
risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos de teus filhos,
que o infortúnio te seja breve
e te deixe rico de bênçãos.
Que não conheças nada além da felicidade,
deste dia
Que Deus
com certeza Ele sabe que a terra
não tem anjos suficientes…
...e assim seja a cada ano, para sempre!
Leve como a brisa
“Posso ser leve como
uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê
passar.” (Clarice Lispector)
domingo, 12 de maio de 2013
Mulher Celta: senhora de seu próprio corpo

A
beleza das mulheres celtas foi decantada pelos autores clássicos. Seu ar
imponente, suas vestes e adereços deveriam fazer delas uma visão sem dúvida
formidável aos olhos de gregos e romanos. Orgulhosas, elas usavam jóias em
ouro, contas e pedras preciosas, e a igualdade de direitos lhes dava ainda mais
força. A sexualidade não era algo de que os celtas se envergonhassem, pelo
contrário: nas palavras de Diodorus Siculus, "elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isto não é visto como
uma desgraça: pelo contrário, elas se sentem ofendidas quando seus favores são
recusados". Jean Markale em seu livro La Femme Celte. Mythe et
Sociologienos explica que a sexualidade – principalmente a feminina -, era
tratada com naturalidade, pois ela é inerente a natureza humana e não podia ser
reprimida o que infelizmente, a partir do século V com a chegada do bispo
Patrício e do cristianismo passou a receber a conotação pecaminosa, conceito
imposto pelo cristianismo. Numa sociedade onde a mulher é senhora de seu
próprio corpo – ela percebe em si os ciclos da natureza, ela dá à luz homens e
mulheres e, sabe que o seu corpo é a fonte de seu prazer como a de seu
companheiro. Há um grau de liberdade muito grande entre os celtas, já que a
mulher pode dispor de seus bens, pode divorciar-se e pode ou não aceitar as
concubinas do marido, podendo ela também – dependendo de sua riqueza e posição
social manter amantes.

Na
sociedade Celta, são atribuídas à mulher três funções: ela é a Transformadora,
a Iniciadora e a Finalizadora. É pela liberdade de poder vivenciar a sua
sexualidade que ela pode: Transformar: a vida, dando à luz e dando prazer a si
e ao seu companheiro; Iniciar: nas artes divinatórias, nas práticas sexuais e
por fim ser a Finalizadora: a que faz chegar ao prazer e a que conduz ao outro
mundo. A consciência do próprio corpo – o conhecimento profundo de cada parte,
de cada ciclo, de cada ponto onde se pode obter prazer – era comum entre as
mulheres celtas que quando sentiam desejo por um homem, lhe ofereciam
prazerosamente, a "amizade de suas
coxas". Mas toda essa liberdade para amarem e viverem em plenitude a
sua sexualidade advém de uma consciência e uma responsabilidade para consigo e
para com os outros membros de sua comunidade, o que contrasta com a repressão
vivida pelas mulheres ocidentais hoje. A circularidade e visibilidade da mulher
na sociedade celta eram naturais o que provavelmente chocou os cristãos que
trataram de impor os seus conceitos: virgindade indispensável e repressão dos
desejos e instintos sexuais femininos. Toda essa vivência é definida por
Markale que resume e define a mulher celta e a sua sexualidade desta forma: "Se a mulher ocidental moderna não é
livre, Isolda, Grainné e Deirdré eram mulheres livres. A mulher celta era livre
porque agia com plena consciência de suas responsabilidades. E sendo livres
eram capazes de amar, pois o amor era um sentimento que escapava a todas as
contrariedades e a todas as leis surgidas da razão, sendo livres podiam
amar." E quando uma nobre romana, não acostumada com a liberdade e a
força do caráter das mulheres celtas questionou a integridade moral de uma
delas, ouviu a acachapante resposta: "nós
mulheres celtas atendemos as exigências da natureza com muito mais dignidade do
que vocês, romanas: pois enquanto nós copulamos abertamente com nossos melhores
homens, vocês secretamente se sujeitam aos mais vis."
(Fonte:
O Mundo da Harpa Sagrada)
O Brilho dos seus Olhos...
“Jamais permita que a dor, a tristeza, a
solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa
tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe
dentro de você! E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade
de ser mulher!”
(Filosofia Celta)
quinta-feira, 4 de abril de 2013
O AMOR É PACIENTE E BONDOSO
O
amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta.
Não se irrita, nem fica magoado. O amor não se alegra quando alguém faz alguma
coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. “O amor nunca
desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência” - (I CO 13.4.7).
Existem
duas coisas muito difíceis de serem adquiridas: A verdade e o amor verdadeiro.
Ambos são trabalhosos de serem conquistados. Ainda assim, nunca desista de
perseguir os seus sonhos! Busque sempre a verdade. Busque sempre o amor. O
tempo todo! Persista em alcançar o seu alvo, e estará no caminho certo. A busca
incansável do amor na verdade e da verdade no amor é a nossa tarefa singular.
Encontre-os, e seja prá sempre muitíssimo feliz!...
“Tu
me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na
tua destra, delicias perpetuamente” Salmos, 16:1.
Livros
O amor é paciente e bondoso.
Conheço-te mas nunca te vi
Conheço-te mas nunca te vi, sei como sentes porque fazes
parte de mim. O saber que existes ilumina-me diariamente pois tu és a essência
do meu existir, do meu ser. Conheço-te mas nunca te vi, sei que andas também
incompleto pelo mundo porque te falta uma parte de ti. Eu não desisto de te
encontrar. Não sei quando irá acontecer, mas saberei reconhecer-te. Saberei
ler-te o olhar, saberei ler-te a alma… Perante o cosmos, o nosso reencontro
unirá os nossos espíritos e revigorará as leis universais do amor, seremos
eternos e juntos viveremos e partiremos na Luz. Conheço-te mas nunca te vi,
espero por ti, és a outra parte de mim…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A UM AUSENTE
(Geen Valley - Peak District - England)
Tenho
razão de sentir saudade,
tenho
razão de te acusar.
Houve
um pacto implícito que rompeste
e
sem te despedires foste embora.
Detonaste
o pacto.
Detonaste
a vida geral, a comum aquiescência
de
viver e explorar os rumos de obscuridade
sem
prazo sem consulta sem provocação
até
o limite das folhas caídas na hora de cair
Antecipaste
a hora.
Teu
ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que
poderias ter feito de mais grave
do
que o ato sem continuação, o ato em si,
o
ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque
depois dele não há nada?
Tenho
razão para sentir saudade de ti,
de
nossa convivência em falas camaradas,
simples
apertar de mãos, nem isso, voz
modulando
sílabas conhecidas e banais
que
eram sempre certeza e segurança.
Sim,
tenho saudades.
Sim,
acuso-te porque fizeste
o
não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem
nos deixaste sequer o direito de indagar
porque
o fizeste, porque te foste
(Carlos
Drummond de Andrade)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
domingo, 1 de julho de 2012
Oração Celta do Amor (fragmento)
"E, até que nos encontremos de novo...
Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa
imensidão da tua presença."
Os Celtas
A natureza era a
companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a
humanidade a reverenciava. As religiões primitivas louvavam as pedras e
montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos.
A Voz da Floresta
é uma ponte mítica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrelaçado com a
veneração que os Celtas tinham pelas árvores.
Como uma
representação do universo, as raízes das árvores habitam o solo, o conhecimento
profundo da Terra. E o tronco une as raízes ao céu, trazendo este conhecimento
à luz.
A Cultura
Hallstatt foi a primeira das várias culturas existentes na Idade do Bronze. As
regiões ocidentais desta cultura entre a França e a Alemanha do Este, já
falavam a língua Celta. Por volta do ano 600 a .C., o grafólogo Grego Herodotus escreve
sobre os Celtas colocando-os para além dos “Pilares de Hércules” (isto é,
Espanha) e acima do Danúbio. O nome "Celta" surgiu da tribo dominante
dos Halstatt, e tornou-se um conceito unificador para toda a cultura.
Segundo
historiadores, a terra de origem dos Celtas era uma região da Áustria, perto do
sul da Alemanha. Dali, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa
Continental e Britania. Na sua expansão os Celtas abrangeram áreas que vão
desde a Espanha à Turquia.
Tomando posse de
quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em três partes: a
Central (teuts-land, q.s. terra de teut), a Ocidental (hôl-lan ou ghôl-lan,
q.s. terra baixa) e a Oriental (pôl-land, q.s. terra alta); tudo o que estava a
Norte dessas regiões denominavam de dâhn-mark (q.s. o limite das almas), que ía
do Rio Don às Colunas de Hércules; aquele Don que os antigos franceses chamavam
de Tanais e que era baliza para a ross-land (q.s. terra do cavalo = rússia).
Ainda em relação
a este assunto, que obviamente liga os povos célticos, está a palavra ask, de
onde a denominação geral asktan dada a vários povos (os mais interessados no
assunto devem procurar a velha Gramática da Língua D'Oc); ora, entendia-se por
Trasks os Asks orientais, por Tosks os Asks meridionais e por Vasks os Asks
ocidentais - daí, toscanos, estruscos, vascos...
Os Celtas
dominaram a Europa Central e Ocidental por milhares de anos. Mas só mais
recentemente os Celtas influenciaram a Europa no seu desenvolvimento, a nível
cultural, lingüístico e artístico. Os Celtas com grupo e raça, há muito que
desapareceram, exceto na Irlanda e nas Terras Altas da Escócia.
Desde o domínio
romano, instigado pelo catolicismo, as culturas druídica e celta foram alvos de
severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de
informação a respeito delas embora que na historia de Roma conste que Júlio
César reconhecia a coragem que os druidas e celtas tinham em enfrentar a morte
em defesa de seus princípios.
A bravura dos
Celtas em batalha é lendária. Eles desprezavam com freqüência as armaduras de
batalha, indo para o combate de corpo nu. Os homens e as mulheres na sociedade
Celta eram iguais; a igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais
em termos de sexos. As mulheres tinham uma condição social igual á dos homens
sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mercadoras e governantes.
Os Celtas
transmitiram a sua cultura oralmente, nunca escrevendo a sua história ou os
seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus
contatos com as civilizações clássicas de Grécia e Roma. Os Celtas eram na
generalidade bem instruídos, particularmente no que diz respeito á religião,
filosofia, geografia e astronomia.
Relativamente ao
nome BRASIL...Este não se encontra nas línguas nativas, mas há vestígios da
passagem dos fenícios pelas costas equatoriais e, também, pelas do Brasil. Na
antiga Língua céltica "braazi" queria dizer "terra grande"
segundo escritos do estudioso Sérgio Trombelli...
Por outro lado,
sabemos que uma Insulla Brazil já existia em antigos mapas bem antes da viagem
cabralina - mapas como os de Bartolomeu de Pareto (1455) e de Pero Vaz de
Bisagudo (segundo Carta enviada pelo Mestre João a el-rei D. Manuel logo após o
"descobrimento" oficial a tal Insulla Brazil...
É possível que,
em breve, os modernos instrumentos da Arqueologia possam, também, trazer até
nós outros vestígios.
E que influência
tiveram os Celtas na Literatura européia que tanta força emprestou ao
pré-Cristianismo? As literaturas no gaélico, no galês ou no bretão, exerceram
influência através da Poesia Pastorial e dos Romances de Cavalaria (a saga do
Rei Arthur e a busca do Santo Graal), das Ciências Herméticas ou Ocultas, da
Adivinhação e da Cultura Rúnica, até a formação ideológica das elites em Ordens
de Cavalaria e Confrarias (do tipo Rosacruzes e Maçonaria).
Chamo a atenção
para o fato de vários estudiosos que põem o kardecismo (de Kardec, antigo poeta
esotérico celta) como um sistema filosófico-espiritual do eixo telúrico-cósmico
desenvolvido na essência mística dos Celtas; aliás, Kardec (Allan Kardec) é
pseudônimo do estudioso francês Léon Rivail (1804-1869) que continuou a
doutrina céltica no que à transmigração das almas e dos Espíritos diz respeito.
E, antes dele, já
os essênios, os nazarenos e outras seitas judeo-palestinas o haviam feito.
Importante ainda é o fato de se poder ligar o desenvolvimento da Música e da
Poesia aos cultos da Voluspa: mesmo rudimentar, o Oráculo passou a ser
lido/interpretado em voz ritmada e em versos rimados. Foi grande a importância
dessa Civilização antiga na formação do ser-português, na Língua Lusa que a
saga marítima de 1500 levou ao mundo, legou a africanos e criou o
tupi-afro-brasileiro, mesmo que à custa da destruição dos nativos pelo
catecismo jesuítico e pelos ferozes salteos e bandeiras...
Os povos Celtas,
em cinco grupos, entraram na velha província romana, chamada Lusitânia, pelo
Algarve (os cinetes), entre os rios Sado e Tejo (os sempsos), entre a
Estremadura e o Cabo Carvoeiro (os sepes), pelo centro (os pernix lucis) e pelo
norte (os draganes). Sim, nem a Roma imperial conseguiu vencê-los na
Grã-Bretanha. Foi grande a contribuição dos povos Celtas para a Cultura
Portuguesa.
Inglaterra, Escócia e Irlanda
O nome Bretanha
deriva do Céltico. O autor Grego Pytheas chamava-lhes as “Ilhas Pretanic” o que
tem origem no nome que os habitantes da ilha tinham e se chamavam a eles
próprios, Pritani. Isto e muito mais, foi mal traduzido para o latim o que deu
Brittania ou Britanni. Os Celtas migraram para a Irlanda vindos da Europa,
conquistando assim, os seus habitantes originais.
A Origem Celta ao
que se consegue datar até o ano de 1200 AEC situa-se na Europa Central, embora
parte da mais numerosa vaga de invasão indo-européia. Durante os 600 anos
seguintes, os celtas chegaram a Portugal, Espanha, França, Suíça, Grã-Bretanha
e Irlanda, e também tão longe como a Grécia e a Galácia. No continente foram
vencidos pelos Romanos, continuando, portanto a manter traços fundamentais da
sua cultura, mas nas Ilhas Britânicas a invasão romana parou na Muralha de
Adriano, mantendo os Celtas, em especial na Irlanda, toda a sua autonomia e
herança cultural. Pois, é na Irlanda e no País de Gales que ainda hoje podemos
ir em busca do pensamento e da antiga religião de nossos antepassados Celtas e
Druidas.
Muitas das
informações que até hoje obtivemos vem de escritores romanos como Estrabão e
César, que apesar de não serem fontes isentas nos transmitem algum conhecimento
acerca da sociedade céltica.
Os cerimoniais
célticos tinham um conteúdo "sagrado" pois neles havia uma comunhão
muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado sagrado e mais ainda os
exercícios de alguns rituais rústicos com os participantes despidos foram
motivo de escândalo para os católicos que os viram pela primeira vez. O
catolicismo fez todo o empenho em descrever como um conjunto de rituais
satânicos.
Para a Cultura
Celta o ano era dividido em quatro períodos de três meses em cujo início de
cada um havia uma grande cerimônia:
Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro, é associado à deusa Brigit, a
Mãe-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crianças;
Beltane - celebrada em 1 de maio. (também chamado de Beltine,
Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa "brilho do
fogo". Esta cerimônia, muito bonita, é marcada por milhares de fogueiras;
Lughnasadh - (também conhecido como Lammas), dedicado
ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto;
Samhain - a mais importante das cerimônias, celebrada em 1 de
novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao
Hallowen.
Basicamente a doutrina
céltica enfatizava a terra e a deusa mãe enquanto que os Druidas mencionavam
diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam
igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao
aperfeiçoamento através das reencarnações.
Eles admitiam
como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer
tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era responsável
pelo próprio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a
ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras
praticadas.
Mesmo sendo
livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto
existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos.
A Igreja Católica
acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma
sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que
elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem
rituais diferentes.
O catolicismo
primitivo, tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível
apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo,
de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa. Na realidade
isto não é verdade, os celtas cultuavam a Mãe Natureza e quando os primeiros
cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, segundo
pesquisadores, a tradição céltica relata que José de Arimatéia discípulo de
Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal (“Taça usada por Jesus na
Última Ceia”).
A crença céltica
e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua
libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim. Cada pessoa
tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas
que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também
conhecida atualmente como lei do carma.
Não admitiam que
a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos
humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse
antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias, reuniam-se nos círculos de
pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.
Enquanto em algumas
cerimônias célticas os participantes a faziam sem vestes os Druidas, por sua
vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a
canalização de força. Por não usarem roupas em algumas cerimônias e por
desenvolverem rituais ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má
fé ou mesmo por crueldade dos padres da Igreja, Celtas foram terrivelmente
acusados de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de
rituais sagrados à Deusa Mãe.
Mas, bastaria
isto para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois como aquela religião
descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior,
responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o
lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a
própria Trindade. Todas as Trindades das religiões antigas continham um lado
feminino, somente não a hebraica.
A Igreja
Católica, derivada do hebraísmo ortodoxo, também mostrou ser uma religião
essencialmente machista e como tal lhe era intolerável à admissão de uma Deusa
Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza, tanto que para Igreja
Católica, “seu” Deus é uma figura masculina.
Mesmo que o
Catolicismo assumisse uma posição machista isto não foi ensinado e nem
praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal,
existe um belíssimo evangelho apócrifo denominado "O Evangelho da
Mulher". Também nos primeiros séculos do Cristianismo a participação
feminina era bem intensa. Entre os principais livros do Gnosticismo dos
primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de
Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas
não foram apenas pessoas do sexo masculino.
Na realidade
Jesus apareceu primeiro às mulheres, e segundo o que está escrito nos
documentos sobre o Cristianismo dos primeiros séculos, via de regra, por cerca
de 11 anos depois da crucificação Jesus continuou a ensinar e geralmente fazia
isto através da inspiração, algo como mediunidade, e isto acontecia bem mais
freqüentemente através das mulheres.
Sabe-se que o
papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi
oficializado a partir do I Concilio de Nicéia no ano 325. Aquele concílio,
entre outras intenções visou o banimento da mulher dos atos litúrgicos da
igreja. Ela só podia participar numa condição de subserviência. O catolicismo
que nasceu da ala ortodoxa do Cristianismo primitivo que continha em seu bojo à
influência judaica no que diz respeito à marginalização da mulher no exercício
das atividades sacerdotais. Daí a perseguição cultural à figura da Mulher
tornada maldita pelo Homem (movimento do qual veio a surgir um novo povo: os
Fenícios).
Por isto, e por
outros “motivos” católicos, as autoridades católicas não podiam tolerar o
celtismo, cuja religião era mais exercida pelas mulheres.
Existiam as
sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos.
Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da
família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de
produção e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza.
Também a mulher é
mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do
sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto é obvio que elas canalizassem
mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias
nas cerimônias sagradas.
Assim é que o
elemento básico da Wicca não tinha como base primordial o homem e sim na
mulher, cabendo àquele a primazia nos assuntos não religiosos.
Eis-nos
retornando à essência feminina... Como surgiu a Voluspa? Sabemos que foi
através da Mulher que os povos Celtas se organizaram. Algumas mulheres,
sentindo em si-mesmas o Espírito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram
essa Mensagem tornando-se Voluspas. Leitora do Oráculo e seu eco místico, a
Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz
Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.
Verifica-se que a
Cultura céltica adotou, no seu sistema esotérico-religioso, a via matriarcal.
Isso passou, aos poucos, para a vida social. O que ainda é, hoje, visível em
determinadas regiões onde esse sistema foi implantado antes do Segundo Milênio
AC, como no centro e norte de Portugal (onde se formaram os celtiberos), no
norte da Espanha, na Gália, nas Ilhas Britânicas (particularmente na Irlanda e
na Ilha de Man), no Alto Danúbio (Boêmia e Baviera), i.e., o patriarcado ficou
responsável pelos assuntos da Guerra enquanto o matriarcado pelos assuntos do
Espírito, do Social e do Legislativo, que o mesmo é dizer: da Cultura.
Forte, o Oráculo
da Voluspa era Lei geral. Enfim, a Mulher tornava-se Ser Humano gerando
Civilização... E até formou uma fantástica corte guerreira, na Ásia, em meio à
outra dissidência: um povo de mulheres que decidiu caminhar com suas próprias
leis - as Amazonas. Na concepção d'olivetiana, a palavra compõe-se do radical
mâs, conservado ainda no latim puro e reconhecível no francês antigo masle, no
italiano maschio e no irlandês moth; esse radical, unido à negativa ohne forma
a palavra mâs-ohne à qual se ligou o artigo fenício ha; a palavra ha-mâs-ohne
significa as-que-não-têm-macho.
Ora, nesta
estrutura encontramos a origem céltica e a moradia asiática. Até meados de 1997
falar d'as amazonas era falar, quase sempre, de uma lenda, apesar da
extraordinária contribuição dos estudos d'olivetianos sobre esse povo. Em 1997
foram descobertas as tumbas, no Caucaso, onde muitas dessas guerreiras foram enterradas...A
pesquisa arqueológica - neste caso como no caso d'os manuscritos do mar morto -
é a principal arma da História contra a estupidificante estória oficial...! Foi
feita homenagem a D'Olivet.
Os celtas
entendiam que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo, que nela a
energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam
bem como se utilizarem meios de controlar essa energia em beneficio da vida,
das colheitas e da saúde.
O grande
desenvolvimento dos celtas foi no campo do como manipular a energia sem o
envolvimento de tecnologia alguma, somente através da mente. Enquanto outros
descendentes da Atlântida usaram instrumentos os migraram para o oeste europeu,
dos quais bem tardiamente surgiu como civilização celta, usaram apenas pedras,
na maioria das vezes sobe a forma de dolmens de menhires como Stonehenge.
Geralmente pedras
eram usadas como meios para o desvio e canalização de energia. As construções
megalíticas eram condensadores e drenadores de energia telúrica, com elas os
descendentes da Atlântida criavam "shunts" nos canais de força
telúrica, desviando-a para múltiplos fins.
Os Celtas
chegaram a ter pleno conhecimento de que as forças telúricas podiam ser
controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de
forças, e que a energia mental podia direcionar aos canais, ou até mesmo gerar
canais secundários de força. Sabiam o que era a energia sutil, e que podiam
aumentá-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em
lugares especiais. Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais
ideais para suas cerimoniais sagradas.
A realização das
cerimônias celtas não se prendia somente ao lugar, também tinham muito a ver
com a época do ano, com determinadas efemérides, por isto ocorriam em datas
precisas, ocasiões em que as forças cósmicas mais facilmente interagiam com as
forças telúricas. Os celtas sabiam que a energia telúrica sofria reflexões e
refrações ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui,
por isto é que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos.
Isto não tinha qualquer conotação erótica, era antes um modo para a energia não
ser impedida ou desviada pelas vestimentas.
Também tinham
conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da importância de manterem
a terra sadia, assim sendo evitavam mutilá-la inutilmente e até mesmo da
importância de tratá-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o
fluxo de energia não esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma
eles procediam com relação à "Mãe Terra".
Estabeleciam uma
interação entre a energia a nível pessoal com a energia a nível planetário e
também a nível sideral.
É todo esse
conhecimento que está sendo liberado progressivamente. Agora que o homem
moderno está começando a compreender que a terra foi dilapidada, atingida em
sua integridade precisa urgentemente ser tratada vêm ressurgindo conhecimentos
antigos, espíritos aptos estarão encarnando na terra para desenvolverem métodos
precisos visando à correção dos males provocados. Assim é que estamos vendo o
desenvolvimento da Radiestesia, da Rabdomância, do Feng Shui e de outras formas
de atividades ligadas às energias que fluem na terra. Os princípios
preconizados pela Permacultura serão aceitos progressivamente e a humanidade
passo a passo irá se integrando a um sistema de vida holístico, segundo José
Laércio do Egito.
Na realidade a
corrente migratória atlante direcionada para a Europa Ocidental não primou pelo
desenvolvimento tecnológico, ela não deu prosseguimento, por exemplo, à
utilização ao desenvolvimento da ciência dos cristais como fonte de energia.
Preferiram a utilização da energia inerente aos canais das forças telúricas
mais simples. A geomância atual já era sobejamente conhecida dos Celtas que,
por sua vez herdaram tais conhecimentos dos seus ancestrais remotos, (os
Atlantes que tinham grande domínio sobre tais conhecimentos, segundo alguns
pesquisadores), e mesmo assim de uma maneira não tecnológica.
Na realidade não
se pode falar da Cultura Céltica sem se falar da Cultura Druídica, de Ceridwen
e Taliesin, das Sacerdotisas da nossa Ilha de Avalon, do nosso Rei Arthur e a
busca do Santo Graal...
Referência: http://www.misteriosantigos.com/celtas.htm
sexta-feira, 29 de junho de 2012
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